A Estátua do Laçador é um dos símbolos mais fortes da identidade gaúcha e da cidade de Porto Alegre. Criada pelo escultor Antônio Caringi em 1958, a obra representa o gaúcho típico, vestido com bombacha, lenço, guaiaca e alpargatas, em posição de preparar o laço.
Origem da Proposta
Concurso de 1954: promovido pela Secretaria da Agricultura do RS, buscava criar uma escultura que simbolizasse o gaúcho para o pavilhão do estado no Parque Ibirapuera, em São Paulo.
Antônio Caringi: apresentou três maquetes (Boleador, Bombeador e Posteiro), conquistando os primeiros lugares. A obra vencedora, após ajustes, tornou-se o Laçador.
Modelo vivo: o folclorista Paixão Côrtes posou com indumentária típica, servindo de referência para a escultura.
Inauguração e Local Original
A Estátua do Laçador, símbolo oficial de Porto Alegre e da cultura gaúcha, foi inaugurada em 20 de setembro de 1958 no antigo Largo do Bombeiro, na Avenida Farrapos. Em 2007, o monumento foi transferido para o atual Trevo do Laçador, próximo ao Aeroporto Salgado Filho, devido às obras do viaduto Leonel Brizola.
História e Significado
Inauguração: foi instalada inicialmente na entrada da cidade, na Avenida Farrapos, como cartão de boas-vindas.
Patrimônio cultural: em 1992, foi tombada como patrimônio histórico e cultural de Porto Alegre.
Símbolo oficial: representa o gaúcho tradicional e é considerado um marco da cultura regional.
Importância Cultural
A Estátua do Laçador é mais que uma obra de arte: é um marco da cultura regional gaúcha que conecta o passado rural ao presente urbano. Sua mudança de local reforçou o papel de acolhimento, já que hoje recebe quem chega a Porto Alegre pelo aeroporto. Continua sendo ponto de referência e orgulho para os porto-alegrenses.
É também cenário de celebrações, encontros e manifestações culturais.
Identidade Gaúcha
O Laçador não é apenas uma escultura: é a síntese da tradição campeira, da força e da resistência do povo gaúcho. Sua imagem reforça a ligação entre o regional e o urbano, mostrando que a cultura do campo permanece viva mesmo no coração da cidade.
O Laçador e a Memória Pessoal
Nos meados dos 1990, já andava por Porto Alegre, com certa frequência costumava ir até o final da rua Teodora, passando pelo túnel sob o Trensurb. Foi nesse tempo que conheci minha esposa, que morava nas proximidades. Em dias de chuva, caminhávamos pela rua acompanhando o vácuo dos aviões que cortavam a chuva no céu, pois também ali, é linha de chegada da maioria dos voos que chegam ao aeroporto. Logo ao sair do túnel, já avistamos o Laçador, firme a ‘bombear’, erguido no antigo Largo do Bombeiro, na Avenida Farrapos, era parte do cenário urbano que acompanhava nossas caminhadas e as idas ao centro da capital.
Essa vivência mostra como o monumento não é apenas patrimônio cultural: ele se entrelaça com histórias pessoais, afetos e lembranças. O bronze e o granito guardam não só a tradição campeira, mas também momentos de vida de milhares de porto-alegrenses.
Texto e Foto: Mario Garcia
@mariogarciatcheche
10/09/2026